domingo, 31 de maio de 2009

De que são feitos...

Nos últimos cinco meses me certifiquei: enquanto mães são feitas de ternura, fibra e contração, pais são feitos de medos estranhos, doçura incontrolável e de muito, mas muito mesmo, carinho. Crianças são feitas de amor, E BOTA AMOR NISSO!

Para o Pai da Emília, para o Pai da Carolina e o Pai do João e do Guilherme:

A lua sobe e a lua desce
Outra noite sem dormir, outra cidade sem dormir
Mas eu tenho você, eu tenho você

Quando eu penso no que eu perdi
Eu mudo e penso no que eu ainda tenho
Porque eu tenho você, eu disse que tenho você

Você pode me chamar de papai e eu te chamarei de baby
Não esqueça que sua mamãe é meu baby também
Onde quer que você vá, o que quer que você faça
Eu estarei lá, eu estarei lá por você

Em breve você sabe que eu estarei por perto
Mas não é cedo o bastante, porque não é agora mesmo
E eu preciso de você, eu disse que tenho você

Quando você fechar seus olhos e dorme
De tempos em tempos eu espero que você me encontre
Eu estou pensando em você, eu espero que você me veja também

Você pode me chamar de papai e eu te chamarei de baby
Não esqueça que sua mamãe é meu baby também
Onde quer que você vá, o que quer que você faça
Eu estarei lá, eu estarei lá por você
Você sabe que eu estarei agora

Você pode me chamar de papai e eu te chamarei de baby
Não esqueça que sua mamãe é meu baby também
Onde quer que você vá, o que quer que você faça
Eu estarei lá, eu estarei lá por você
VocÊ sabe que eu estarei lá, eu disse que estarei lá


quinta-feira, 14 de maio de 2009

30 anos



Há alguns dias meus pai completaram 30 anos de casados, o que é quase uma raridade nos tempos de hoje.
Eu queria buscar do fundo de meu baú de inspiração as palavras que contassem o que de fato acontece em 30 anos de solidariedade, felicidade, verdade, firmeza.... nada parece suficiente.
Peter Gabriel sabe o que dizer, então ele que diga:


O livro do amor é longo e chato
Ninguém consegue levantar o maldito
É cheio de gráficos e fatos e figuras
E instruções de dança

Mas eu
Eu amo quando você o lê para mim
E você
Você pode ler qualquer coisa pra mim

O livro do amor tem música dentro
Na verdade é dele que vem a música
Algumas delas são apenas transcendentais
Algumas delas são apenas bobas

Mas eu
Eu amo quando você canta pra mim
E você
Você pode cantar qualquer coisa pra mim

O livro do amor é longo e chato
E escrito a muito tempo atrás
É cheio de flores e caixas em forma de coração
E coisas que nós todos somos jovens pra saber

Mas eu
Eu amo quando você me dá coisas
E você
Você deve me dar alianças de casamento

Mas eu
Eu amo quando você me dá coisas
E você
Você deve me dar alianças de casamento
Você deve me dar alianças de casamento



Cotidiano


São 5h20 da manhã quando o despertador toca pela primeira vez. Mongo estica o braço direito para o primeiro afago numa barriga cheia de Emília, meu braço direito se estica quase que involuntariamente para apertar o botão “soneca” pela primeira vez. Isso vai se repetir! Quando faltam 20 minutos para as 6h é hora de levantar, não tem jeito.

Perambulo pela casa e chego à cozinha: vitaminas, granola, leite e mastigação silenciosa de olhos semi-abertos. É hora de lavar o rosto, vestir a roupa previamente separada, colorir o rosto, levar o Cãozinho para o xixi matinal e partir. Uma caminhada sonolenta até o campo do Flamengo, uma espera de 10 minutos e a viagem vai começar.

Entro no ônibus, bom dia para o motorista querido, bom dia para os colegas de olhos abertos. Estranhamente eu escolhi por ficar acordada hoje, o céu e a temperatura merecem.

Nos despedimos do Leblon e entramos na Gávea, de lá para o Jardim Botânico. O sol doura o Cristo Redentor que pode ser visto sair do meio das Palmeiras Imperiais, enquanto o ônibus segue o fluxo vagaroso do transito. Enquanto o Cristo segue nos protegendo sob sua mão direita, passamos pelo belíssimo Parque Lage. O sol enche meu rosto de luz, preciso fechar meus olhos e digo mentalmente ao Cara de Braços abertos: Nos vemos as 17h.

Quando abro os olhos novamente, vejo a Lagoa Rodrigo de Freitas por entre as ruas, brilhando metálica, quase sólida. O ônibus entra num cantinho da Zona Sul de nome poético, com aquele misto de amor e sofrimento, a Fonte da Saudade. O relógio marca 06h53, 19 graus, quando mergulhamos na escuridão do túnel Rebouças. Em poucos minutos eu chego no trabalho e começa a dança dos corredores, das tarefas, das tremidinhas que minha inquilina trás a minha barriga, enquanto as horas passam vagarosas até que cheguem as 16...


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pois ela é minha menina...